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Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

Filipe

Aquilo que penso. Aquilo que sinto. Aquilo que sou.

11
Jan17

A carta queimada

Filipe

Escrevi numa folha de papel um dos momentos mais marcantes da minha vida, pormenorizadamente, enchendo uma folha inteira de tamanho A4 com uma caligrafia corrida tal como a minha memória exigia. A caneta preta percorreu todas aquelas linhas sem cessar, derramando a tinta que por sua vez desenhava as letras que a minha mente ordenava.

 

Quando acabei de escrever, já os dedos me doíam, dobrei a folha em 4 e guardei-a entre os meus livros, fechando todas as más memórias que ali ficaram gravadas. Ontem fui busca-la, reli-a e tomei uma decisão. Movido por um impulso atirei a carta para a lareira. As chamas logo a consumiram e eu fiquei a observar cada letra, cada palavra, a ser destruída para sempre.

O fogo não destruiu só uma simples carta dirigida a ninguém, destruiu também os fantasmas de um passado, libertando-me deles. Gostei da sensação que presenciei e talvez volte a fazer o mesmo, para que assim, de uma forma definitiva, os meus fantasmas se desvaneçam e nunca mais me voltem a incomodar.

 

letters-burned.jpg

 

 

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